segunda-feira, 13 de abril de 2015

Conquista feminina em pequenos passos

Escrito em 2013 para o jornal experimental Merilyn

O preconceito com as mulheres no poder ainda prejudicam o tão sonhado cargo de chefia

Por Débora Folego

   Mais da metade da população brasileira é feminina, as mulheres estudam mais do que os homens, no entanto ainda ganham menos e tem oportunidades de altos cargos menores que o universo masculino. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística, nos últimos tempos a distribuição do dinheiro melhorou, porém ainda continua com uma significativa desigualdade entre os sexos.
   O estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), feito anualmente desde 2004, mostra que mesmo ocupando o mesmo cargo, uma mulher ganha mais de trinta por cento a menos que um homem. Mesmo com pesquisas apontando menos riscos com as mulheres em cargos mais elevados, ainda são baixas as quantidades de ocupantes do sexo feminino em grandes companhias.
   Apesar disso em dados publicados por um levantamento feito pela Catho Online com mais de 110 mil empresas, aponta que nas empresas de pequeno e médio porte as mulheres estão conquistando seu espaço, já são mais de quarenta e cinco por cento delas em postos de maior responsabilidade. “Já trabalhei em grandes empresas e a disputa com os homens sempre foi dura, ate cheguei a cargos melhores, mas a preferencia pelo perfil masculino sempre venceu, mesmo com meus resultados sendo maiores, esse preconceito pelo sexo frágil ainda existe“, desabafa Angélica Baldo, gerente de representação de vendas da Grande São Paulo.
  Além de menores riscos assumidos pelas mulheres em grandes negociações, as empresas dispõem de um melhor feedback com os subordinados, com mais rapidez de aprendizado e um melhor clima com a equipe, porem nos pontos negativos se encontram os problemas ao lidar com conflitos. “Tenho chefe mulher e gosto de ter, acho que a sintonia com o trabalho flui melhor, porque ela eh mais esclarecida, cobra sem tanta pressão e os projetos são entregues melhor apurados”, conta Matheus Silverio, estagiário de Radio e Tv.

   Com todos os poréns que as empresas costumam apresentar para preferir os homens, as mulheres pouco a pouco vem conquistando seu espaço, mesmo com salários, por vezes, desiguais, a luta continua e as pesquisas estão ai para provar no crescimento feminino dentro de um mercado tão masculinizado.

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