Escrito em 2013 para o jornal experimental Merilyn
O acessório indispensável das
mulheres modernas está sendo sobrecarregado pela rotina atribulada
Por Débora Folego
Passar
o dia inteiro fora de casa, trabalho, academia, faculdade, filhos, dietas e mil
outras coisas que as mulheres tem de se preocupar todos os dias, entre todas
elas está a fiel escudeira, sua bolsa, que tem de tudo, para os mais diferentes
acontecimentos da correria do dia-a-dia.
Com
a modificação da cultura, a mulher passou a sair mais de casa, ter mais
responsabilidades, a trabalhar, a ser chefe de família e a bolsa acompanhou a
transformação da vida feminina. Não é estranho ver o sexo “frágil” usando uma,
duas, acreditem, até três bolsas para comportar tudo o que precisa levar
durante suas jornadas diárias.
Mochilas,
maxibolsas, sacolas, transversais, são diversos os estilos que podem ser
utilizados, para que a rotina se encaixe dentro de uma bolsa. “Entro no estágio
de manhã, depois vou direto para a academia e de lá faço a ponte para a universidade,
tudo isso de transporte público, então não tenho como deixar em um carro, por
exemplo, então carrego tudo na mochila e na bolsa”, conta Suellen Andrade,
estudante de comunicação social.
Lancheira,
suplementos da academia, squeeze, tênis, camiseta, caderno, estojo, livro,
carteira, celular, carregador, fones de ouvido, nécessaire intima e outra para
maquiagens, carteira, chaves de casa e creme para as mãos estão entre a
infinidade de coisas que a estudante precisa levar diariamente consigo.
Mas
não são apenas as mulheres estudantes que carregam muitas coisas na bolsa.
“Preciso do meu notebook, do meu tablete, do meu celular e os carregadores de
todos eles comigo, além da maleta com documentos e a minha bolsa com meus
pertences usuais”, expõe Vera Lucia, corretora de seguros.
As
bolsas mais discretas ficam para os passeios nos finais de semana e para as
festas. “Quando vou para a balada que eu levo uma carteira de mão, apenas com
documentos, dinheiro, chaves e um batom para retocar”, explica Natasha
Yokoma, vendedora. “Caso contrário, no dia-a-dia, não tenho como fugir de uma
maxibolsa ou de uma mochila, preciso carregar muita coisa”. Mas
o ortopedista Jorge Mauro Araujo adverte que usar bolsas com mais de cinco por
cento do peso de quem está utilizando é prejudicial à saúde, então fique de
olho e faça a limpa na sua.
Foto tirada por Débora Folego
Carregar peso em excesso é prejudicial à saúde
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